quarta-feira, abril 30, 2008

AMAM - Asociasión de Mujeres Anti-Mutilación

A AMAM - Asociasión de Mujeres Anti-Mutilación é uma ONG com sede em Barcelona, liderada por Mama Samateh Saidy, uma mulher nascida na Gâmbia que mora há mais de duas décadas na Catalunha. A AMAM leva a cabo campanhas contra a mutilação genital feminina. Estas fotos são de uma dessas campanhas:





[Fotos encontradas no blogue dO Jumento.]

sexta-feira, abril 25, 2008

Ainda há combate...

Porque hoje é 25 de Abril, ouçamos outra vez o Lluí­s Llach:

ABRIL 74
***********
Companys, si sabeu on dorm la lluna blanca,
digueu-li que la vull
però no puc anar a estimar-la,
que encara hi ha combat.
Companys, si coneixeu el cau de la sirena,
allà enmig de la mar,
jo l'aniria a veure,
però encara hi ha combat.
I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
si guanyem el combat.
Companys, si enyoreu les primaveres lliures,
amb vosaltres vull anar,
que per poder-les viure
jo me n'he fet soldat.
I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
quan guanyem el combat.
---------------------------------------

(Traducción al castellano)
ABRIL 74
***********
Compañeros, si sabéis donde duerme la luna blanca
decidle que la quiero
pero que no puedo acercarme a amarla
porque aún hay combate.Compañeros, si conocéis el canto de la sirena
allá en medio del mar,
yo me acercaría a buscarla
pero aún hay combate.
Y si un triste azar me detiene y doy en tierra
llevad todos mis cantos
y un ramo de flores rojas
a quien tanto he amado.
Si ganamos el combate.
Compañeros, si buscáis las primaveras libres
con vosotros quiero ir
que para poder vivirlas
me hice soldado.
Y si un triste azar me detiene y doy en tierra
llevad todos mis cantos
y un ramo de flores rojas
a quien tanto he amado.
Cuando ganemos el combate.
----------------------------------------

Obrigado aos Capitães de Abril.

o timorense continua no pântano

Esta foto foi publicada há cerca de dois anos no blogue Abrupto, de Pacheco Pereira, tal como o texto que então enviei:

Metido no pântano até aos sovacos, este homem todos os dias apanha “canco” (uma planta que vive na água estagnada com a qual se faz salada) aqui em Caicóli, Díli. Depois vai vendê-lo no mercado aos molhinhos a cinco centavos (5 cêntimos de dólar) cada um. Se aparecer um comprador malai (estrangeiro) o homem poderá tentar vender o mesmo molhinho por 25 centavos (uma moeda de ¼ de dólar), o que motivará protestos indignados do malai. Mais tarde, sentado no ar condicionado do bar do Hotel Timor, enquanto bebe um chá que custa 2 dólares, o mesmo malai comentará com os colegas como os timorenses são “uns trafulhas que querem é enganar os malais”. Entretanto, o timorense continua no pântano.


quinta-feira, abril 24, 2008

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

No dia 23 de Abril comemorou-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. A data foi escolhida pela UNESCO, mas inspira-se em tradições catalãs:





quarta-feira, abril 23, 2008

Homenagem de Lisboa aos judeus vítimas do fundamentalismo católico


Encontrei esta fotografia no blogue dO Jumento.


Na "matança da Páscoa de 1506", durante três dias (19 a 21 de Abril) da Semana Santa, foram assassinadas em Lisboa entre duas mil e quatro mil pessoas acusadas de professarem a religião judaica.
Também no mesmo blogue encontrei o Rua da Judiaria e o Portugal e os judeus, onde se pode encontrar mais informação.

Muitos judeus portugueses foram obrigados ao exílio ou à conversão forçada. Tenho uma teoria, ainda não provada, de que poderei ser descendente de um desses "cristãos-novos". A família da minha mãe é conhecida pela alcunha de "Maranos", herdada de um bisavô meu de apelido Ferreira. "Marano" poderá ser corruptela de "marrano", uma das designações dadas tradicionalmente em Portugal a esses judeus. Não fiz ainda investigação genealógica, isto é mera especulação, mas quem sabe se não terei um antepassado judeu anusin?

terça-feira, abril 22, 2008

Uma ópera javanesa

Também ainda não vi o filme, mas fica aqui o trailer, que promete. Baseado na versão javanesa do Ramayana, Opera Jawa é mais um filme de Garin Nugroho, um dos mais importantes realizadores indonésios, autor do belíssimo Daun di Atas Bantal, de que hei-de voltar a falar aqui em breve. A orquestra é um gamelão.





sexta-feira, abril 18, 2008

Estudos académicos de Buffylogia

Lembram-se de uma série televisiva de ficção norte-americana em que uma adolescente loira chamada Buffy chacinava vampiros e outras criaturas sobrenaturais? Descobri com alguma surpresa que há uma vasta produção académica no campo da Buffylogia, o estudo científico (ou pelo menos com pretensões a isso) da Buffy!

Os especialistas têm até uma revista académica em linha, que já vai no número 25 (+- trimestral): Slayage: The Online International Journal of Buffy Studies.

domingo, abril 13, 2008

João Neto campeão europeu de judo

O português João Neto tornou-se hoje campeão europeu de judo.
Para quem não sabe o que é e de onde vem o judo, deixo aqui um vídeo sobre o assunto. É um documentário com um tom um bocado sensacionalista, mas dá para ficar com uma ideia…



quinta-feira, abril 10, 2008

quinta-feira, abril 03, 2008

Os putos




Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.

Ary dos Santos



[encontrei o poema nos Poemas do Mundo, e o bonito fado interpretado por Carlos do Carmo no Imeem (só dá para ouvir uma parte, terá que fazer login para ter acesso à canção inteira)]