sexta-feira, março 09, 2007

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3 comentários:

Anónimo disse...

Olá, João Esperança.
Sou aluna de jornalismo e ciências da comunicação em Portugal e estou a fazer um trabalho académico sobre a polémica dos grupos de artes marciais em Timor Lorosae. Para tal, gostaria de ter acesso ao relatório australiano e a outros documentos que considere relevantes para este meu estudo, uma vez que não tenho conseguido encontrar grande matéria sobre o assunto. Também precisava de saber em que jornais e respectivas datas sairam artigos sobre este tema. Para tal, deixo-lhe o meu mail, na esperança que me ajude e, se não for demais, o mais brevemente possível, pois o trabalho é para entregar na próxima semana.
Com os melhores cumprimentos,

Ana João Magalhães
anajomagalhaes@gmail.com

frederick disse...

Resultado incerto da eleição do Timor Leste é um anúncio de futura instabilidade
Por Patrick O’Connor
16 Abril 2007

http://www.wsws.org/pt/

No primeiro turno das eleições presidenciais do Timor Leste, realizado na última segunda-feira, o candidato do Fretilin, Francisco “Lu-Olo” Guterres recebeu a maior votação, com 28,8% do total, de acordo com resultados preliminares. O primeiro-ministro José Ramos-Horta, que concorreu como independente, recebeu 22,6% dos votos, à frente dos seis outros candidatos, incluindo o candidato do Partido Democrata, Fernando “La Sama” de Araújo, que recebeu 18,6%. Devido ao fato que nenhum candidato obteve mais que 50% dos votos, o segundo turno entre Guterres e Ramos-Horta está marcado para 8 de Maio.

Candidatos da oposição, liderados por Araújo, questionaram os resultados e estão ameaçando em impetrar uma ação judicial, alegando a intimidação aos eleitores e a alteração de votos. A Comissão Eleitoral Nacional decidiu ontem não realizar a recontagem de votos, a menos que seja ordenada por uma corte de apelações. A mídia australiana fez denúncias de corrupção contra o Fretilin. A incerteza das eleições certamente causará instabilidade, dando ao governo Howard uma ótima oportunidade para intervir. Canberra deixou claro que está decidido a impedir uma vitória do Fretilin.

Cerca de 1.200 soldados australianos e neo-zelandeses ocupam atualmente o Timor Leste. Essas forças foram enviadas em maio passado, depois que o governo Howard fomentou uma cisão violenta entre os militares do Timor Leste, a fim de favorecer o domínio de Canberra sobre as reservas de petróleo - e de gás - do país e abalar o poder do governo de Mari Alkatiri, do Fretilin. O governo Howard considerou Alkatiri muito próximo de potências rivais como a China e Portugal, e um obstáculo aos interesses econômicos e estratégicos da elite australiana. Enquanto Canberra obtinha êxito na desestabilização de Alkatiri, e no estímulo de seu candidato favorito, Ramos-Horta, o Fretilin permanecia com uma ampla maioria no parlamento.

Full: http://www.wsws.org/pt/2007/apr2007/port-a16.shtml

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Anónimo disse...

Sexta-feira, Abril 13, 2007
Para onde vamos nós?
Há quem considere as eleições de segunda-feira passada um sucesso. A sê-lo, talvez só pela relativa tranquilidade em que decorreram. Porque, quanto ao resto, quer-me parecer que não será exagerado se a elas nos referirmos como sendo um autêntico fracasso.
São tantas as irregularidades, as falhas, as discrepâncias, as queixas e os protestos que surgem de todos os quadrantes que não há volta a dar-lhe: as eleições presidenciais, apesar da presença de muitos observadores internacionais, não deveram nada à transparência e não dignificam nenhum órgão de soberania, nem governantes, nem povo, nem líderes partidários, nem observadores. Ninguém.
Sabendo-se que as eleições de 2001 não primaram pela transparência, não seria de esperar que nos preparássemos para que as primeiras eleições a serem totalmente organizadas pelos timorenses fossem diferentes?
Se já se sabia que 2007 era ano de eleições, qual o motivo por que se guardou para a última hora a formação dos técnicos eleitorais, a constituição do CNE e do STAE e se preferiu manter o STAE sob a alçada do Governo?
Porque se teima em não se educar civicamente as pessoas? Porque se permite que continue a haver intimidação, ameaças e suborno?
Se já era difícil alguém acreditar em nós, como irá ser depois deste fracasso? Que irá acontecer na segunda volta das presidenciais e nas legislativas de 30 de Junho?
O povo não defraudou as expectativas: votou, mostrou maturidade. Mas, quem manda, uma vez mais, falhou redondamente. O problema é que quem manda está convencido de que sabe tudo, pode tudo, nunca se engana e nunca comete asneiras…


Ângela Carrascalão Sexta-feira, Abril 13, 2007 | Permalink | 2 comments

Quarta-feira, Abril 11, 2007
O dia do voto
No dia 9, o povo votou em massa nas eleições para Presidente da República. Ordeiramente. Pacificamente.
Votei em Comoro e assisti à abertura das urnas e à contagem dos votos.
Votei em Comoro, na Aldeia 30 de Agosto, mas também poderia ter votado em Balide, em Liquiçá ou mesmo em Oécussi, com cartão eleitoral, passaporte ou outro cartão de identificação. Tomaram nota do número do cartão eleitoral. Só isso; não há cadernos eleitorais. Tenho o dedo pintado de preto. A tinta leva algum tempo a desaparecer. Mas há quem assegure que desaparece facilmente quando em contacto com lixívia.
Vi alguns fiscais com cartões plastificados, com fotografia do portador. Um luxo que não abrangeu os fiscais da quase totalidade dos candidatos que tiveram direito - apenas - a cartão de observador de "partido político" . E como os cartões de papelão sem fotografia apenas foram entregues no dia anterior, só os "fiscais" de Díli reduzidos a observadores tiveram acesso a esses cartões. Aos dos distritos, obviamente, não houve tempo para se fazer a entrega, que as distâncias em Timor se medem por muitas horas de caminho...
Ainda não há resultados totais das eleições. A contagem dos votos arrasta-se no tempo. Os resultados vão sendo conhecidos gradualmente.
A contagem dos votos no local não foi muito lenta. Mais vagarosa é a recontagem em Díli. Do que aconteceu – ou se aconteceu alguma coisa – aos votos em viagem até Díli, poucos saberão. E, talvez - também - por isso, haja tanta desconfiança.
Mas quem engana quem? Porque engana? Como engana? Que mistério!
Dizem uns que há mais votos que votantes; asseguram outros que há falta de boletins de votos; outros ainda falam do seu desaparecimento; há ainda quem fale de urnas cheias de boletins transportadas para a sede dos distritos. Há quem se oriente por contagens paralelas e não dê importância às da CNE. E, desde o início, houve quem tivesse a certeza de já ter ganho. O Primeiro-Ministro denuncia a intimidação em alguns distritos. Um ministro quis mudar o local da votação de uma para outra estação. Nada disto é dignificante.
Está semeada a desconfiança e, apesar da presença massiva dos observadores internacionais, já quase ninguém acredita na lisura e na transparência das eleições.
Adivinham-se, pois, tempos difíceis.
Multiplicam-se as vozes apelando aos candidatos que aceitem o resultado das eleições.
A tensão está latente. Impõe-se que haja contenção. Se assim não for, rapidamente o país resvalará para o caos. E, uma vez mais, convém dizê-lo, a culpa será da classe política.

Ângela Carrascalão Quarta-feira, Abril 11, 2007 | Permalink | 2 comments