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Um blog em português - e de vez em quando em tétum e em tocodede - sobre os devaneios de um professor e tradutor ilhavense a morar em Timor. Sobre temas timorenses e do Oriente em geral, e sobre outras coisas de vez em quando...
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terça-feira, fevereiro 14, 2017
quinta-feira, maio 02, 2013
Pequenas histórias muito simples para crianças muito pequenas
Nos últimos anos tem aparecido em Timor-Leste uma profusão
de materiais básicos escritos em tétum e em várias outras línguas locais, sob a
forma de cartilhas ou pequenas histórias muito simples para crianças muito
pequenas. A escassez de materiais para crianças maiores deve-se provavelmente
ao facto de estes serem mais difíceis de criar. Sejamos sinceros, qualquer
pessoa pode tirar meia dúzia de fotografias, ou fazer alguns desenhos, e colocar-lhe
umas legendas por baixo, em tétum ou noutra língua, e fica uma cartilha feita.
Claro que há uma grande diferença entre uma dessas cartilhas e um manual
escolar para a fase de alfabetização concebido com critérios pedagogicamente
adequados. Da mesma forma têm aparecido vários livrinhos com histórias simples,
normalmente algumas frases acompanhadas por desenhos, que podem ser lidos a
crianças até aos 4-5 anos pelos pais ou irmãos mais velhos, e podem ser lidos
pelas próprias crianças por volta dos seis anos de idade. São úteis e estão a
preencher uma lacuna que existe em Timor-Leste, mas deveriam ser acompanhados
de materiais mais ambiciosos para outras faixas etárias.
Um exemplo deste tipo de histórias é o livrinho *“Avoo Leto - Tau foer ba foer fatin”,
em que um avô ensina ao neto a importância de não atirar lixo para o
chão (o que é um hábito extremamente generalizado em Timor-Leste). Um livro de
intenção pedagógica, que cumpre o que se propõe, com uns desenhos bonitos, mas
que infelizmente não pode ser distribuído nas escolas devido à quantidade de erros ortográficos que tem.
domingo, novembro 26, 2006
Um excelente livro sobre Timor
I don’t want them forgotten: Rosa, Osvaldo, Raoul, Maria, Martinho, Arsenio. It would be easy to say in the glib way of those who can lead uninterrupted lives in placid places that such oblivion would be a fate worse that death. No fate is worse than death.
[Timothy Mo – The redundancy of courage. London, Paddleless Press, 2002, p. 7 (1st ed: Chatto and Windus 1991)]
Não quero que eles sejam esquecidos: Rosa, Osvaldo, Raul, Maria, Martinho, Arsénio. Seria fácil dizer da forma superficial daqueles que podem levar vidas ininterruptas em lugares plácidos que tal esquecimento seria um destino pior que a morte. Nenhum destino é pior que a morte.
[Timothy Mo – A redundância da coragem. Lisboa, Puma Editora, 1992, p. 9]
Ha’u lakohi ema haluha sira: Rosa, Osvaldo, Raul, Maria, Martinho, Arsénio. Sei fasil atu dehan, ho jeitu laseriu hanesan ema ne’ebé hala’o sira-nia moris ho kalma no dame iha fatin hakmatek, katak haluha sira hanesan ne’e sei sai destinu aat liu duké mate. La iha destinu aat liu duké mate.
[Timothy Mo – The redundancy of courage. London, Paddleless Press, 2002, p. 7 – tradusaun ba tetun husi JP Esperança ho Fernanda Correia]
A bra’is atu bligu ro’o: Rosa, Osvaldo, Raul, Maria, Martinho, Arsénio. Heki fasil odi dale, los jeitu tetseriu megees atu mane punsole ro’o-si’i mori los kalma los dame her hati tenega, ke bligu ro’o megees kede’e heki sai destinu klao desi duké mate. Tet dia destinu klao desi duké mate.
[Timothy Mo – The redundancy of courage. London, Paddleless Press, 2002, p. 7 – tradusaun la tokodede pe JP Esperança los Fernanda Correia]
There’s no such thing as a hero – only ordinary people asked extraordinary things in terrible circumstances, and delivering.
[Timothy Mo – The redundancy of courage. London, Paddleless Press, 2002, p. 448 (1st ed: Chatto and Windus 1991)]
Não há uma coisa a que se chama herói – apenas pessoas vulgares pediam coisas extraordinárias em circunstâncias terríveis – e entrega.
[Timothy Mo – A redundância da coragem. Lisboa, Puma Editora, 1992, p. 543]
Os heróis não existem – apenas pessoas vulgares a quem são pedidas coisas extraordinárias em circunstâncias terríveis, e que as fazem.
[Timothy Mo – The redundancy of courage. London, Paddleless Press, 2002, p. 448 – a tradução para português é minha]
Buat ida naran erói la eziste – iha de’it ema baibain ne’ebé tenke halo buat estraordináriu iha situasaun aat tebetebes, maibé konsege halo duni.
[Timothy Mo – The redundancy of courage. London, Paddleless Press, 2002, p. 448 – tradusaun ba tetun husi JP Esperança ho Fernanda Correia]
Lapar iso gala erói tet eziste – dia mesa atu normál mane tenke punu lapar estraordináriu her situasaun klao lobaloba, mas konsege punu riko.
[Timothy Mo – The redundancy of courage. London, Paddleless Press, 2002, p. 448 – tradusaun la tokodede pe JP Esperança los Fernanda Correia]
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