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quinta-feira, maio 07, 2015

Como dizia o Bruce Lee: "“Absorb what is useful, discard what is not". A propósito do português língua do ensino em Timor...

Num congresso em Díli, há alguns anos, em que se falou sobre o uso das línguas maternas como línguas do ensino (=línguas de instrução), um dos oradores convidados foi um maori que falou sobre o sucesso das Kōhanga Reo. Parece-me um modelo que Timor poderia analisar para ver o que pode ser útil para cá: 
  - os maoris perceberam que menos de 20% dos maoris falavam bem maori, 
 - a sua liderança definiu um projeto político em que falar bem maori era um objetivo político e identitário claro, 
  - criaram uma rede de pré-escolas em que crianças cuja língua materna era o inglês (filhos de pais que falavam inglês e não maori em casa) aprendiam maori e em maori. 

Por cá os líderes políticos timorenses eleitos pelo povo é que têm de decidir se a língua portuguesa faz realmente parte do seu projeto político e identitário ou não...



Interação da língua portuguesa, do tétum e da fé criou nação timorense - Ex-PM Alkatiri

07 de Maio de 2015, 10:10
A tripla interação entre a língua portuguesa, o tétum praça e a fé católica e animista levou ao nascimento da "grande casa sagrada" que é a nação timorense, afirmou ontem o ex-primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri.
Foto: Pedro Sá de Bandeira/EPA
"Para se compreender a importância da língua portuguesa, tem que se entender a mesma na sua interação com o tétum praça. E a interação entre as duas línguas e a fé dos timorenses e entre o monoteísmo católico e a prática animista", afirmou ontem em Díli.

Trata-se, disse, de elementos que servem como "oxigénio" para a reafirmação da identidade timorense, "em todo o seu mosaico" socio cultural pelo que questionar qualquer desses elementos coloca em risco essa identidade.

Mari Alkatiri falava num colóquio em Díli subordinado ao tema "Uma língua - Várias identidades", inserido nos eventos da Semana da Língua Portuguesa do Parlamento Nacional.

Em resposta a perguntas da plateia, Mari Alkatiri criticou o que disse ser a má política adotada nos últimos anos no ensino da língua, com comunicações no setor público em inglês ou indonésio.

Como exemplo do que diz serem erros políticos sobre esta matéria, recorda que quando a troika chegou a Portugal foi convidado pelos então chefe de Estado, José Ramos-Horta e primeiro-ministro, Xanana Gusmão, para os acompanhar a Portugal "comprar dívida pública portuguesa".

"Tínhamos 6 mil milhões de dólares no fundo petrolífero e queriam comprar dívida pública. Isso nem dá para fazer cantar um cego. Eu disse que preferia ir lá, mas era para contratar professores portugueses", afirmou.

Alkaiti insistiu que esta política é essencial para defender a soberania timorense no contexto regional e sub-regional, e para defender o tétum que só se reforçará com o português e que, se se tentar desenvolver com o inglês ou indonésio "simplesmente desaparece".

"A política nacional tem que ser muito clara. Se não o for seremos mais um país no lago australiano ou um meio Estado na extensão da Indonésia. Essa é a realidade", afirmou.

"Fomos tão determinados a fazer a luta pela independência e estamos a perder a determinação de defender esta independência, os elementos que garantem a defesa desta independência", disse, criticando os que defendem o uso das línguas maternas que contribuem para "balcanizar" o país.

Numa intervenção em que recordou o papel da língua portuguesa em Timor-Leste, "da colonização à libertação", Alkatiri disse que o português começou como uma "língua política e sociocultural de dominação", algo que se foi diluindo ao longo dos séculos.

Um processo que ocorreu sem que o português tenha, em qualquer momento, deixado de ter interação com a sociedade timorense que o procurava sempre como aliado", especialmente nas duas ocupações, a japonesa e a indonésia.

"Os timorenses intuitivamente ou empiricamente sabiam que a melhor forma de afirmar a sua diferença era manter esse vínculo à identidade lusófona", algo que os ajudava a defender-se das presenças invasoras "mais perigosas e dominadores".

@Lusa

segunda-feira, setembro 17, 2007

Sobre a língua inglesa

Em Timor fala-se muito sobre a língua inglesa. Mas o que é afinal o inglês? No sítio Essentialist Explanations encontramos uma longa lista de definições sobre este e outros idiomas.
Eis algumas:
English is essentially Low German plus even lower French minus any sense of culture.
--Danny Weir
English is essentially bad Dutch with outrageously pronounced French and Latin vocabulary.
--Eugene Holman

English is essentially Norse as spoken by a gang of French thugs.
--Benct Philip Jonsson

English is essentially the devil's attempt to reverse the curse of Babel by making a world language from the most difficult language in the world.
--qaya
English is essentially the language of people who think that everybody else speaks their language. French is essentially the language of people who think that everybody else should speak theirs.
--Peter Bleackley
English is essentially a language that uses vowels no other language would accept.
--Luís Henrique

English is essentially degenerate Welsh steeped in Latin, Dutch and Franco-Scandinavian Norman.
--Mike Taylor

English is essentially German spoken in the mouth rather than the throat.
--jmallett
English is what you get from Normans trying to pick up Saxon girls.
--Bryan Maloney

Written English is essentially a variety of Old French invented by somebody who spoke only Saxon and read only Latin.
--Basilius
English is essentially French converted to 7-bit ASCII.
--Christophe Pierret [for Alain LaBonté]
English is essentially a whore.
--Lars Hendrik Mathiesen

English is essentially a French menu stuttered by a fish-and-chips dealer.
--Kala Tunu
English is essentially a West Germanic language that's trying very hard to look like a Romance one.
--Andreas Johansson

English is essentially language's equivalent to a transvestite.
--Andreas Johansson

Modern English read phonetically is essentially Middle English as no Middle Englishman would have spoken it.
--Jake X
According to generative linguists, all languages are essentially English.
--Arnt Richard Johansen

Inglish iz issenshali a langwidje dhat, wen rittun fonetkli, iz ilejibul tu netiv spikerz.
--Peter Bleackley
English is essentially all exceptions and no rules.
--Jonathan Bettencourt
English is essentially a language in which up has forty-seven dictionary definitions, but antidisestablishmentarianism is considered a "hard word."
--John M. Ford
English is essentially a tale told by an extremely clever and inventive idiot.
--John M. Ford
Australian English is essentially an Irishman bitten by a Tasmanian Devil while chasing a kangaroo.
--Fumiko Amaya
Australian English is essentially Cockney without the refinement.
--Öjevind Lång
King James English is essentially the language that many Americans think Jesus spoke. "If English was good enough for Jesus, it's good enough for me!"
--Dan Seriff
Broken English is the language of international trade.
--John Naisbitt (via Daniel E. Huston)
Sobre outras línguas:
Conversely, Indonesian is essentially Malay as spoken by Dutchmen.
--Amber Adams
Chinese is essentially just like any other language, except that there's no tense, gender, conjugation, grammar, or logic, and all the words sound the same.
--Jonathan Walton
A lista é muito mais longa, e pode ser consultada aqui.

sexta-feira, maio 04, 2007

Quando for grande quero ser professor de inglês

Anúncio publicado hoje (4 de Maio 07) no jornal diário mais lido em Timor (o STL).


Ganham bem estes professores australianos (US$50000-60000 por um contrato de um ano). Alguns portugueses que costumam espernear muito com os ataques à língua portuguesa em Timor irão seguramente começar agora a criticar o comandante das FDTL, Taur Matan Ruak, por permitir esta concorrência desleal contra o idioma de Camões.
E talvez até façam “uma vaquinha”, ou subscrição pública, para aumentar o salário dos professores portugueses...