Não podemos ter cá a RTP África em vez da RTP Internacional para as comunidades de emigrantes portugueses já velhinhos? Mudem-lhe o nome para RTP Lusofonia e acrescentem aos telejornais Timor e umas notícias de coisas ligadas à lusofonia passadas no Brasil (as que se passam em Portugal já aparecem). Acho que os timorenses iam gostar mais. O que é que interessa ao pessoal cá em Timor-Leste o telejornal da Madeira e dos Açores? Que espero que não sejam mostrados actualmente na RTP África! Os timorenses querem lá saber se o Alberto João Jardim inaugurou mais uma bica de água na aldeia de Alguidares de Baixo lá na ilha dele. Na altura das eleições para o Parlamento Europeu estive a apanhar uma seca a ver na RTP Internacional, transmitida no sinal da TVTL, um longo programa de análise eleitoral dos resultados... da Madeira!
Um blog em português - e de vez em quando em tétum e em tocodede - sobre os devaneios de um professor e tradutor ilhavense a morar em Timor. Sobre temas timorenses e do Oriente em geral, e sobre outras coisas de vez em quando...
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quinta-feira, julho 02, 2009
RTP Lusofonia
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sexta-feira, maio 01, 2009
Baía dos Crocodilos
Quando conheci o Pedro Rosa Mendes num jantar em casa de amigos aqui em Díli, aí há uns dois anos, perguntei-lhe quando é que escrevia um “Baía dos Crocodilos”. Tinha lido o “Baía dos Tigres” pela primeira vez uns anos antes, emprestado pelo meu amigo Lello, e lembro-me de ter pensado na altura que Timor precisava de um livro assim. Não falei ao Pedro do “Madre Cacau”, que havia comprado numa curta ida a Portugal mas que não tinha tido tempo de ler, e que lá tinha ficado em casa dos meus pais depois de eu lhe passar uma vista de olhos apenas. Na época não andava com muita paciência para ler livros de jornalistas sobre Timor, com uma ou outra excepção – em que se destaca o “Bitter Dawn” de Irena Cristalis – parecia-me que na maioria o ego era maior do que a história, do tipo “ó p’ra mim, eu estive lá”. Isso mostra que não devemos confiar em julgamentos apressados e em preconceitos – quando tive enfim a oportunidade de ler o “Madre Cacau” achei que era um bom livro de jornalista, do tipo que conta as histórias que devem ser contadas e que sabe ouvir as pessoas certas. Mas é outra coisa, não é ainda um baía dos crocodilos.
Entretanto fui conhecendo melhor o Pedro, e viemos até a tornar-nos saudara perguruan. Continuei a admirar o profissional íntegro, sério no seu trabalho, e que não se verga aos interesses instalados, sejam eles de gente importante ou de grupos da bica histéricos e convencidos de que os seus blogs são uma nova Bíblia. Ele deixou Timor há dias a caminho de uma nova colocação, espero vê-lo por cá outra vez qualquer dia. Sentiremos falta do seu jornalismo objectivo. Sou um tipo que ama Timor, mas acredito que o amor cego é doentio, e que é bom ouvirmos de vez em quando umas verdades duras sobre aquilo que amamos, ajuda-nos a manter a cabeça fria e a trabalhar melhor. Ao contrário do que alguns pensam, o Pedro Rosa Mendes é um gajo porreiro, e, melhor do que isso, não é um mercenário nem um turista, como alguns que por cá andam.
Entretanto fui conhecendo melhor o Pedro, e viemos até a tornar-nos saudara perguruan. Continuei a admirar o profissional íntegro, sério no seu trabalho, e que não se verga aos interesses instalados, sejam eles de gente importante ou de grupos da bica histéricos e convencidos de que os seus blogs são uma nova Bíblia. Ele deixou Timor há dias a caminho de uma nova colocação, espero vê-lo por cá outra vez qualquer dia. Sentiremos falta do seu jornalismo objectivo. Sou um tipo que ama Timor, mas acredito que o amor cego é doentio, e que é bom ouvirmos de vez em quando umas verdades duras sobre aquilo que amamos, ajuda-nos a manter a cabeça fria e a trabalhar melhor. Ao contrário do que alguns pensam, o Pedro Rosa Mendes é um gajo porreiro, e, melhor do que isso, não é um mercenário nem um turista, como alguns que por cá andam.
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domingo, novembro 26, 2006
Jornalismo moderno
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