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domingo, março 02, 2008

Um brinde aos amigos

A vida tem altos e baixos. A felicidade às vezes surge em instantes fugazes, um bater de asas de borboleta e desaparece. Mas de vez em quando damos por nós a ficar surpreendidos por vê-la durar. Eu tive dois períodos na vida em que fui intensamente e consistentemente feliz. Um desde que em Timor comecei a namorar com a Fernanda, a minha esposa, e que ainda continua, renovando-se em cada amanhecer. Outro, na época em que morava na Residência Universitária Ribeiro Santos. Foram tempos de pobreza (ainda ontem ao folhear o Diccionario Teto-Português, de 1907, de Raphael das Dores, me lembrei do que me custou – não me recordo do preço em dinheiro, mas sim que, tendo-o encontrado num alfarrabista lisboeta, andei quase duas semanas a comer só uma refeição por dia para poder comprá-lo), mas também houve muito amor, amizade, solidariedade, e descoberta das coisas importantes da vida.
Os anos foram passando, eu morava do outro lado do mundo, e perdi o contacto com os amigos dessa época. Mas de vez em quando alguma coisa aparece que me faz recordar algum colega desse tempo. O vídeo que se segue, que encontrei no YouTube, fez-me lembrar da Clara. :-)




Se o de cima não funcionar tente este:



segunda-feira, dezembro 03, 2007

Lembrar os sonhos da adolescência

Quando era adolescente achava que a Kumiko (interpretada por Tamlyn Naomi Tomita, actriz de ascendência nipo-filipina, nascida em Okinawa) era a moça mais bonita do mundo.





Tinha adorado o filme Karate Kid (de John G. Avildsen, 1984, com Ralph Macchio e Pat Morita), e tinha gostado ainda mais do segundo, Karate Kid II (John G. Avildsen, 1986). Só havia um pormenor que me irritava, o facto de o argumento ser inconsistente. No primeiro filme o Mr. Miyagi embebedava-se uma vez, ao recordar a morte de sua esposa e filho no parto, por falta de assistência médica, enquanto esta estava internada no infame campo de concentração de Manzanar, um dos dez nos quais o governo americano aprisionou mais de 100.000 cidadãos de origem japonesa durante a II Guerra Mundial, pelo "crime" de terem nascido no Japão ou terem pais japoneses. Isto enquanto o Mr. Miyagi combatia na Europa, como americano, contra os alemães e ganhava uma medalha como herói de guerra. No segundo filme, Daniel acompanhava Mr. Miyagi a Okinawa, onde este, parecendo solteiríssimo, reencontrava a sua paixão da juventude, e todos os traços da existência da esposa falecida tinham sido apagados. Agora Miyagi afinal parecia que nunca tinha sido casado e ficara sempre à espera da namorada da adolescência... Mas apesar deste pormenor o filme encantava-me.
E entretanto, eu, adolescente ilhavense, aprendiz de judo, sonhava ir estudar artes marciais para o Japão e encontrar por lá uma Kumiko meiga e bonita para mim. Acabei por não ter ido ainda ao Japão, até agora, mas olhando para o que tenho feito na vida, parece-me que os meus sonhos de miúdo se têm vindo a concretizar, com as necessárias actualizações e adaptações que o rio da vida vai sugerindo...

sábado, janeiro 07, 2006

Uma outra forma de olhar para o mundo...

Uma outra forma de olhar para o mundo...